Religião
Religión
Estimativa: percentual da religião em cada país multiplicado pela população do país.
O islamismo xiita é um dos dois maiores ramos do islã, separado do sunismo logo após a morte do profeta Maomé, no século VII, por uma disputa sobre quem deveria liderar a comunidade muçulmana. Os xiitas defendem que a liderança deveria ter ficado com Ali, primo e genro de Maomé, e seus descendentes diretos, chamados imãs, considerados intérpretes espirituais legítimos do islã.
Hoje o islã xiita soma 58.632.200 fiéis em 4 países de presença destacada. O Paquistão tem a maior comunidade, com 40.800.000 xiitas, seguido pelo Iêmen, com 14.790.000. Líbano e Kuwait também têm comunidades xiitas relevantes, com 1.899.800 e 1.142.400 fiéis respectivamente. Em vários desses países, os xiitas vivem como minoria dentro de nações de maioria sunita, o que historicamente gerou tensões políticas e religiosas.
A tradição xiita tem forte ênfase no sofrimento e no martírio, especialmente através da memória de Huceine, neto de Maomé, morto em batalha. Esse tema encontra um ponto de contato possível com a mensagem cristã sobre o sofrimento redentor de Cristo, ainda que os significados teológicos sejam muito diferentes.
São comunidades que vivenciam devoção intensa e senso profundo de justiça e sacrifício, terreno fértil para conversas sobre o sofrimento que verdadeiramente liberta.