Religión

Islã

al-Islam · Submissao a Deus

Libro sagradoAlcorao
OrigenSeculo VII, Peninsula Arabica
FundadorMaome
2,1 bi
Fiéis estimados
158
Países com presença
Paquistão
Onde mais vivem
Vertentes
Onde mais vivem
2,1 MMFiéis estimados
158Países com presença

Estimativa: percentual da religião em cada país multiplicado pela população do país.

Qué es
Visión general

O Islã nasceu no século sete na Península Arábica, a partir da pregação de Maomé, considerado pelos muçulmanos o último dos profetas enviados por Deus. O Alcorão, seu livro sagrado, reúne o que os muçulmanos creem ser a revelação recebida por Maomé ao longo de mais de duas décadas, e é a base da fé e da prática islâmica em todo o mundo.

Hoje o Islã é professado por mais de 2 bilhões de pessoas, presentes em 158 países. Os maiores contingentes vivem no Paquistão, na Indonésia, na Índia e em Bangladesh, países fora do mundo árabe que concentram a maior parte dos muçulmanos do planeta, ao lado de nações do Oriente Médio e do Norte da África, berço histórico da religião.

O Islã compartilha com o cristianismo a crença em um só Deus e reconhece figuras bíblicas como Abraão, Moisés e Jesus, chamado de profeta, embora negue sua divindade e sua morte na cruz. Essa proximidade parcial abre espaço para diálogo, mas também exige clareza sobre as diferenças centrais entre as duas fés, especialmente quanto à pessoa de Jesus e à salvação.

Em muitos países de maioria muçulmana, deixar o Islã para seguir Cristo tem um custo social e familiar alto, e às vezes legal. Ainda assim, o número de muçulmanos que têm sonhos, visões e encontros pessoais com Jesus tem crescido em diversas partes do mundo.

Pilares y prácticas
1
Shahada (profissão de fé)
A declaração "Não há divindade além de Deus, e Maomé é o mensageiro de Deus" é o ato que torna alguém muçulmano. Pronunciá-la de coração e diante de testemunhas basta para a conversão, e ela é repetida diariamente nas orações como lembrete constante da submissão a um Deus único.
2
Salat (oração ritual)
Cinco orações obrigatórias por dia, no alvorecer, ao meio dia, à tarde, ao pôr do sol e à noite, feitas voltado para a Caaba em Meca. Envolvem um ciclo fixo de posturas, em pé, curvado, prostrado, e recitações em árabe, e podem ser feitas sozinho ou em grupo, sendo a oração coletiva de sexta feira na mesquita especialmente valorizada.
3
Zakat (esmola obrigatória)
Contribuição anual, geralmente calculada em cerca de dois e meio por cento da riqueza acumulada, destinada aos pobres, órfãos, endividados e outras categorias definidas pela tradição islâmica. É entendida não como caridade voluntária, mas como purificação dos bens e dever de justiça social dentro da comunidade de fé.
4
Sawm (jejum do Ramadã)
Jejum do nascer ao pôr do sol durante todo o mês de Ramadã, o nono mês do calendário lunar islâmico, abstendo se de comida, bebida e relações conjugais durante o dia. É visto como exercício de autodisciplina, purificação espiritual e solidariedade com quem passa fome, encerrado todos os dias com uma refeição comunitária chamada iftar.
5
Hajj (peregrinação a Meca)
Peregrinação à cidade de Meca, na Arábia Saudita, obrigatória pelo menos uma vez na vida para todo muçulmano que tenha saúde e condições financeiras para realizá la. Ocorre em datas fixas do calendário islâmico e inclui rituais específicos, como circundar a Caaba sete vezes e a permanência na planície de Arafat, marcando o auge da vida devocional de quem a cumpre.
Principales vertientes
Sunismo
cerca de 87 a 90%
Maior ramo do Islã, formado pelos que aceitaram a sucessão de líderes, chamados califas, escolhidos por consenso da comunidade após a morte de Maomé, em 632 d.C. Segue majoritariamente quatro escolas clássicas de jurisprudência islâmica e reconhece um conjunto amplo de coletâneas de ditos atribuídos a Maomé, os hadiths, como fonte de autoridade ao lado do Alcorão.
Xiismo
cerca de 10 a 13%
Segundo maior ramo, originado da crença de que a liderança da comunidade deveria ter permanecido na família de Maomé, começando por seu genro e primo Ali. A divisão entre sunitas e xiitas nasce dessa disputa de sucessão no século sete e se aprofundou com o martírio de Huceine, neto de Maomé, evento central na memória e na liturgia xiita até hoje.
Sufismo
minoritário, presente dentro de ambos os ramos
Corrente mística do Islã, mais uma dimensão espiritual do que uma terceira vertente separada, que busca a experiência direta e íntima de Deus através de disciplinas como repetição de nomes divinos, poesia devocional e orientação de mestres espirituais. Encontra se tanto entre sunitas quanto entre xiitas, embora seja vista com desconfiança por correntes islâmicas mais literalistas.
Creencias y prácticas
Qué se cree
Tawhid (unicidade de Deus)
Crença central e inegociável na absoluta unidade de Deus, chamado Alá, o mesmo termo árabe usado por cristãos arabófonos para se referir a Deus, sem parceiros, filhos ou associados de qualquer espécie. Atribuir divindade a qualquer outro ser, inclusive a Jesus, é considerado o maior pecado possível no Islã, chamado shirk.
Profetas enviados por Deus
O Islã reconhece uma longa linha de profetas escolhidos por Deus para guiar a humanidade, incluindo Adão, Noé, Abraão, Moisés e Jesus, tratado como um grande profeta e mensageiro, mas não como Filho de Deus. Maomé é considerado o último da linha, o selo dos profetas, cuja mensagem encerra e completa as revelações anteriores.
Anjos como mensageiros
Os anjos são criaturas espirituais criadas por Deus para cumprir tarefas específicas, entre elas transmitir revelações aos profetas. O anjo Gabriel, chamado Jibril em árabe, ocupa lugar central por ter sido, segundo a tradição islâmica, quem revelou o Alcorão a Maomé ao longo de mais de duas décadas.
Livros revelados anteriormente
Além do Alcorão, o Islã reconhece que Deus revelou escrituras anteriores, como a Torá entregue a Moisés, os Salmos entregues a Davi e o Evangelho entregue a Jesus. A crença tradicional islâmica, porém, é que esses textos foram alterados ou corrompidos ao longo do tempo por seus copistas, o que justificaria, na visão muçulmana, a necessidade de uma revelação final e definitiva no Alcorão.
O Alcorão como palavra incriada de Deus
Na teologia islâmica tradicional, o Alcorão não é apenas um livro inspirado, mas a própria palavra literal e eterna de Deus, existente antes da criação e transmitida a Maomé sem interferência humana em seu conteúdo. Por isso, o texto em árabe original é tratado como sagrado em si mesmo, e traduções para outras línguas são vistas apenas como interpretações aproximadas.
Dia do Juízo e ressurreição
Crença firme de que haverá um dia final em que todos os seres humanos serão ressuscitados e julgados por Deus de acordo com seus atos, sua fé e sua obediência aos cinco pilares. Esse julgamento determina o destino eterno de cada pessoa, entre o paraíso e o inferno, e ocupa lugar de grande peso na pregação e na piedade popular islâmica.
Predestinação (qadar)
Confiança de que a vontade soberana de Deus governa todos os acontecimentos, bons ou maus, e que nada ocorre fora do seu decreto e conhecimento prévio. Essa crença convive, na prática cotidiana, com a ideia de responsabilidade pessoal pelas próprias escolhas, e a expressão "se Deus quiser" (in shaa Allah) reflete esse equilíbrio na fala diária de muçulmanos.
Fechas y prácticas
Ramadã
Nono mês do calendário lunar islâmico, dedicado ao jejum do amanhecer ao pôr do sol, à leitura do Alcorão e à intensificação da vida de oração. É considerado o período de maior efervescência espiritual do ano para a maioria dos muçulmanos.
Eid al Fitr (festa do fim do jejum)
Celebração que marca o encerramento do Ramadã, com oração comunitária pela manhã, refeições festivas, roupas novas e visitas entre familiares. É uma das duas maiores festas do calendário islâmico.
Eid al Adha (festa do sacrifício)
Festa que recorda a disposição de Abraão em sacrificar seu filho a mando de Deus, substituído por um animal no último instante, segundo a narrativa islâmica. Muçulmanos que têm condições sacrificam um animal e distribuem parte da carne aos pobres, e a data coincide com o período do Hajj.
Hajj (peregrinação anual a Meca)
Grande peregrinação que reúne milhões de muçulmanos de todo o mundo em Meca durante alguns dias fixos do calendário islâmico, cumprindo o quinto pilar da fé. É o maior encontro religioso anual do Islã e um dos eventos mais visíveis do calendário muçulmano global.
Como vivem
As cinco orações como ritmo do dia
O dia de um muçulmano praticante é estruturado pelas cinco orações diárias, que dividem a rotina em blocos marcados pelo chamado à oração. Antes de cada oração, faz se uma lavagem ritual das mãos, rosto e pés chamada wudu, e a oração em si segue voltada em direção a Meca, onde quer que a pessoa esteja.
Alimentação halal
Muçulmanos seguem regras alimentares que definem o que é permitido, chamado halal, e o que é proibido, chamado haram, como carne de porco e bebidas alcoólicas. A carne consumida deve vir de animais abatidos segundo um ritual específico, e encontrar comida halal é uma preocupação prática constante para muçulmanos que vivem fora de países de maioria islâmica.
Vestimenta modesta
A modéstia no vestir é valorizada para homens e mulheres, com variações grandes conforme a cultura e o país. Entre as mulheres, isso pode incluir o uso de um véu que cobre o cabelo, o hijab, ou, em graus variados, o rosto e o corpo, enquanto homens costumam evitar roupas consideradas ostentosas, sempre com diferenças amplas de prática entre famílias e regiões.
A mesquita e a oração de sexta feira
A mesquita é o centro de culto, ensino e convivência comunitária. A oração coletiva de sexta feira ao meio dia, acompanhada de uma pregação, é o momento de maior reunião semanal da comunidade, análogo em importância social ao culto dominical para muitos cristãos.
Educação religiosa das crianças
Desde cedo, crianças muçulmanas são ensinadas a memorizar trechos do Alcorão, aprender as orações em árabe e participar dos ritos familiares, muitas vezes em escolas religiosas complementares à educação regular. Memorizar o Alcorão inteiro, algo alcançado por alguns jovens, é motivo de grande honra para a família.
O papel da família extensa
A vida social gira em grande parte em torno da família extensa, com forte peso da autoridade dos pais e dos mais velhos nas decisões pessoais, incluindo casamento e escolhas de fé. Essa estrutura familiar coesa é, ao mesmo tempo, fonte de apoio e rede de proteção, e um dos fatores que tornam mais difícil, em termos sociais, a decisão de deixar o Islã.
Breve historia
por volta de 570 d.C.
Nascimento de Maomé em Meca, na Península Arábica, em uma família da tribo Coraixita.
610 d.C.
Maomé relata ter recebido a primeira revelação do anjo Gabriel em uma caverna próxima a Meca, marco tradicional do início do Islã.
622 d.C.
Hégira: Maomé e seus primeiros seguidores migram de Meca para Medina, fugindo da perseguição. Esse ano se torna o marco zero do calendário islâmico.
630 d.C.
Maomé retorna a Meca, toma a cidade e consagra a Caaba como o santuário central do Islã, já sem os ídolos que ali existiam antes.
632 d.C.
Morte de Maomé em Medina, sem que tivesse deixado um sucessor claramente designado, o que gera a disputa de sucessão que origina a divisão entre sunitas e xiitas.
séculos sete e oito
Expansão rápida do Islã por conquista e comércio, alcançando da Península Ibérica, no ocidente, até partes da Ásia Central, no oriente.
séculos nove a treze
Época de grande produção científica, filosófica e cultural em centros islâmicos como Bagdá e Córdoba, com influência duradoura sobre matemática, astronomia e medicina.
séculos vinte e vinte e um
O Islã se consolida como a segunda maior religião do mundo, presente em praticamente todos os países, com os maiores contingentes de fiéis hoje concentrados fora do mundo árabe, no sul e sudeste da Ásia.
Cómo dialogar
Motivos de oración
Intercesión
Por sonhos e revelações entre os povos muçulmanos, um caminho que Deus tem usado para se revelar onde o evangelho não pode ser pregado abertamente.
Por liberdade para que muçulmanos busquem e sigam a Cristo sem medo de perseguição familiar, social ou legal.
Pelos milhões de muçulmanos no Paquistão, na Indonésia, na Índia e em Bangladesh, os países com mais fiéis do mundo.
Por cristãos que vivem como minoria em países de maioria muçulmana, por coragem e por testemunho fiel.
Por clareza no diálogo entre cristãos e muçulmanos sobre quem é Jesus, sem hostilidade nem concessão da verdade.

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